Minha Semana. 08.11.2011. Restaurante Buttina. Uma noite diferente.


Pois é pessoal, nesta terça-feira foi dia de eu mostrar o Enquanto fizer canção no palco do Restaurante Buttina. É como cantar em casa, tal o astral, a boa chegança e receptividade que Filomena, Zé Otávio e Mariana proporcionam aos artistas que lá se apresentam. É uma delícia. Sou fã de carteirinha do espaço.

Dentre tantos amigos queridos, lá estiveram Vidal França, poeta Cássio Junqueira que nos brindou com uma sua poesia, Dna.Inah que comigo homenageou Nelson Cavaquinho.

É isso. Espero contar com vocês no próximo dia 08/12, quando estaremos eu e Edmilson Capelupi nos apresentando no espaço da FNAC Paulista.

Até lá fica uma dica: para o fim de ano, que tal presentear com o Enquanto eu fizer canção?

Vale à pena!

Minha Semana. 28.10.2011. Quem passa e me olha.


Olá amigos e fãs.

Vocês devem estar estranhando o subtítulo “Quem passa e me olha”. Eu resolvi dizer assim pra poder contar e mostrar pra vocês o que um punhado de gente boa já falou sobre mim, de minha carreira, minha música... E assim vou guardando no espaço deste meu site essas coisas todas. Vou dizendo aos pouquinhos e na hora que bater a vontade de dividir. Começo mostrando a crítica carinhosa de Aquiles Rique Reis, músico, vocalista do MPB4 e articulista em vários blogs. Você pode também conferi-lo aqui.

Coluna do Aquiles, o CD de Carmen Queiroz

Uma cantora definitiva


Ela nasceu no Paraná. Vivendo na capital paulista desde o início dos anos 1980, iniciou ali sua trajetória de cantora popular. Vinte anos de carreira. Até hoje gravou quatro discos. Há tempos não sentia o que experimentei ao ouvi-la cantar: certeza de estar diante de um talento definitivo, pronto, acabado e retocado... Mas poucos a conhecem. Meu Deus!

Sua voz é marcante, diferenciada; sua brejeirice assombra; sua delicadeza cativa; suas interpretações têm estilo próprio, único; o vigor do seu cantar é arrebatador; o timbre parece envolto em veludo; afinação indo às notas como a seta vai ao alvo; noção rítmica digna de aplausos entusiasmados... Uma grande cantora.

Não bastassem tantos predicados, ela canta o que lhe habita a alma, ali entranhada desde tempos idos. Ouvindo canções que se fizeram trilha sonora de seu passado e presente, forjou em canto a emoção que marcaria seu destino. Feito cicatriz, a música misturou-se à sua pele, grudou-se a ela e foi-lhe à corrente sanguínea, bombeando energia a tripas e músculos. Coração aberto à música, sua vida é cantar o que sabe ser seu, por destino e serventia... Mas poucos têm o prazer de escutá-la.

Ela é Carmen Queiroz, a que gravou Enquanto eu fizer canção (independente), cuja direção musical coube ao violonista Edmilson Capelupi. Num dos mais belos momentos do disco, tocou a ele e seu violão acompanhá-la em “O Meu Amor” (Chico Buarque). O instrumento, parecendo se desdobrar em vários outros, se faz de orquestra de cordas e cria atmosfera de enobrecer a canção.

Os efeitos e a percussão de Guello, o baixo de Edson Alves, o acordeom de Olívio Filho e o violão de Natan Marques criam o clima perfeito para Carmen interpretar “No Dia Em Que Eu Vim Embora” (Caetano Veloso e Gilberto Gil). O violão faz a introdução. A voz de Carmen soa crispada. O acordeom ameniza a crueza. A percussão bate coco. O baixo dá o chão... Caetano e Gil, se ainda não o fizeram, deveriam ouvi-la, isso lhes produziria enorme prazer.

Em “Alô... Alô?” (André Filho), o som grave do clarone (Mário Marques) se sobressai junto à flauta (João Poleto) e aos clarinetes (João Francisco e Alexandre Ribeiro). A percussão suinga... E tome polca.

Cantando “Nenhuma Lágrima” (Sueli Costa), Carmen tem no clarinete (Alexandre Ribeiro) contraponto perfeito. Acrescentando-lhe malemolência, o chorinho se faz mais lamentoso pelo violão de Capelupi e o bandolim de Milton Mori.

Para homenagear Ângela Maria, Carmen Queiroz se dilacera cantando “Tango Pra Tereza” (Evaldo Gouveia e Jair Amorim). Ao violão, só Edmilson Capelupi. E para que mais?

Hermínio Bello de Carvalho escreveu versos para “Estrada do Sertão” (João Pernambuco), faixa bônus que conta também, uma vez mais, com apenas o violão de Capelupi. Fortalecida pela sensibilidade e por sua memória musical, a voz de Carmen amplia a emoção do disco... E poucos a conhecem. Meu Deus!

Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4”


É isso aí, a gente vai se comunicando.... Uma bela semana a todos.

Minha Semana. 30.09.2011. Cássia Maria, Ferruge e Rogerio Noia


Cássia Maria, Ferruge e Rogério Noia, amigos que prestigiei esta semana, exatamente nesta ordem . Foram compromissos surpreendentes, diferentes e gratificantes.

Foi surpreendente rever, depois de um bom tempo, Cássia Maria cantando e “compondo” coisas lindas. A percussão que sempre foi sua linha de frente aguardou pacientemente a autora e a intérprete, que dá alma a suas próprias canções, e agora seguem assim desapartadas. Estilo pop como ela mesma se define, e nos presenteia com leveza na poesia e canção.

Adorei Cássia! Eu que há muito não lhe ouvia, sorri feliz com seu agigantamento. Seu show lá no Teatro Décio de Almeida Prado foi imperdível. Deixo aqui o convite aos meus internautas que procurem te ver e ouvir.

Ferruge, meu garoto, que bom te ver cada dia vencendo a batalha que a vida teima em travar contigo. O show neste domingo que passou, lá pros lado do Largo do Belém, foi radiante. Ver tantos amigos do coração lhe fazendo companhia e doando arte em sua homenagem foi realmente de se emocionar. Deu para entender seu choro e o do Luisinho (antigo integrante do conjunto Sem Compromisso e agora tocando no Som Brasileiro) seu irmão de fé, recebendo, agitando e agradecendo cada um que foi para participar, ou para aplaudir, dançar. Tudo em nome da amizade que lhe dedicam. Que bom, Ferruge, amigos são pra essas coisas. E a grande maioria deles estava lá. Saúde, muita saúde, força, alegria e tudo de boa energia que o universo possa de dar! Tenho certeza de que iremos rever esse cavaco chorar mais e mais vezes.

Meu poeta Rogério Noia, a noite do bar 2 Santos foi diferente, com ar de velhos tempos e amigos esquecidos da hora, tal o ótimo astral do lugar. Foi confraternização. Que coisa boa e divertida assistir Jica Y Turcão em performance . Se teimei lembrar-me de algum problema, não consegui, tal a alegria que trouxeram! . Parabenizo a dupla e também a Ibys Maceioh, Serginho, Osvaldinho da Cuíca, Zaira Rosa que lá também estiveram.

Seus poemas batem forte, Noia, penetram e incomodam. Haja verdade neles! Fiquei feliz em ter ido lá cantar nossa canção “Ciúme”, digo nossa porque já me apossei. Tu me deste, gravei, agora é minha também. Vou deixar a seguir a letra e o áudio para que quem me lê possa conferir seu verbo e possa também me ouvir e saber do que estou falando.

Bela semana!! Um grande abraço a todos.


Ciúme
Kaneco/Rogério Noia

Se tens ciúme é porque não tens carinho
Eu sou apenas objeto e não mulher
Melhor pensares nos seus dias já passados
Observando a diferença entre uma, e uma qualquer
Já te dei leito, dei meu peito o corpo todo
Embora vejas os meus seios e não o coração
Sem perceberes que aquele meu silencio
Era um lamento em sua oração
Ora te vai, meu pobre rei já sem reinado
Deixando vago o trono que te dei
Mas ouve ainda esta cantiga que te falo
Mesmo sabendo ser esta a última vez.

Minha Semana. 09.09.2011. Dona Eugênia e 7 de setembro.


Esta semana é especial. Diferente de muitos, eu e meus irmãos comemoramos nossa dependência! Dependência do amor filial.

Pois assim foi porque minha querida e linda mamãe comemorou seus 92 anos nesta quarta-feira festiva do sete de setembro. Nós filhos, como fazemos todos os anos (somos em sete), nos reunimos em seu entorno pra uma reverência maior. Quando é assim, as ovelhas desgarradas que moram mais distantes se planejam e empreendem suas viagens para que o encontro se faça sem nenhuma ausência. Mais uma vez, isso aconteceu. E Dona Eugênia fica sempre feliz.

Às vezes as comemorações não contam com pirotecnia, salão de festa, música ao vivo, bolo de dois andares, gerações inteiras presentes (filhos, netos, bisnetos, tataranetos), amigos vários e assim por diante como aconteceu na comemoração de seus 90 anos, mas é sempre especial. Estarmos juntos, já é uma festa.

Desde que me entendo por gente, observo Dona Eugênia. Nunca a vi desestimulada frente a qualquer trabalho que se fizesse necessário para ajudar a criar os filhos. Mãe em todos os aspectos: dona de casa, lavadeira de beira de rio, colhedora de café na roça, pasteleira, empregada doméstica, o que de digno tivesse para fazer, e quando precisou defendeu como uma leoa corajosa as crias que lhe eram, são e serão sempre caras. Brava mulher! A mais nova dentre os quatro filhos de Dona Luiza Branca do Nascimento, cabocla arretada de quem certamente herdou tanta prontidão pra vida.

Ainda observo Dona Eugênia hoje no alto de seus majestosos 92 anos, às vezes se desculpando, vejam vocês, dizendo que o “cochilo” que tira todas as tardes é necessário porque levanta muito cedo, seis horas da manhã todos os dias, que tem umas dorzinhas na perna, no pé, que a deixam um pouco cansada... (não sem antes anotar as mais variadas receitas de programas vespertinos da TV, afinal fica bom variar o cardápio pelos menos umas três vezes por semana. Ai de nós, quem consegue fazer dieta?)

Mas voltando ao seu "cansaço". O que é isso, Dona Eugênia! Então não sabe que quem tanto trabalha precisa de férias!!?

Poderia lhes contar essa vida inteira, passando pela moça vaidosa que adorava dançar, cantar, tocar seu bandolim e que abriu mão do lúdico por ser moça casadoira. Se tornou mulher, mãe, avó, bisavó, tataravó... tudo vivido com um semblante suave de quem tem paciência com a vida, de quem nunca se ouviu o tom de voz elevado e que diz com sabedoria que tudo tem seu tempo... Não foi que ela conseguiu se ouvir em gravação num cd lindo? aproveito pra mostrar uma faixa logo abaixo. Escreveria laudas e laudas.... para ser sincera, um livro, como ela mesma diz "se fosse contar, minha vida daria um livro".

Parabéns mamãe, minha guerreira, meu espelho...eu só te amo!

Minha Semana. 18.08.2011. Saraus com Cássio Junqueira.


Minha semana – 08 a 15/08 - Cássio é só poesia

Como eu já havia dito, neste mês de agosto venho me dedicando aos saraus com o poeta e amigo Cássio Junqueira. Que está lançando esse mês o seu 9º livro de poesias com o título: “Só Poesia” da Editora Comunità Ltda, Niterói, RJ .

É uma produção belíssima que está sendo lançada no Brasil, após um ano de lançamento na Itália, primeiro país que publicou essa obra. Para o mês de agosto foram marcadas várias apresentações: começamos por São Caetano do Sul, especificamente no espaço denominado “Villa Della Cultura” dentro do Museu Histórico Municipal daquela cidade.

Depois veio o lançamento principal lá na Livraria Cultura, em São Paulo, no último dia 08 de agosto. Foi lindo! Muitos amigos lá estiveram pra saudar o poeta que juntamente com a participação ilustre de Amina Di Munno, sua tradutora italiana e organizadora da obra, agraciaram o público mostrando poemas em português e italiano. A mim e ao violonista Edmilson Capelupi, nos coube interpretar seus quatro poemas musicados: “Onde é que você está” (que vocês podem conhecer através do vídeo abaixo) “Oxum e Yemanjá”, “Senhoras da minha vida” e “Só a pessoa sabe”. Poemas musicados esses que já podemos denominar canções, dada a receptividade e identificação do público, fazendo já parte da chamada MP brasileira. Ah, sim, a parceria é com o compositor mineiro Irineu de Palmira. Realmente uma bela dupla.

Tivemos também a participação especial do cantor Gabriel Medeiros que apresentou outro poema musicado de Cássio com parceria de Wimer Botura: “Todo o teu itinerário”. Outra canção que vem no caminho de sucesso.

Como vêem, meu amigo e poeta Cássio Junqueira já pode ser considerado um compositor de MPB.

Nesta segunda-feira estivemos nos apresentando na badalada Livraria Argumento, lá no Leblon, no Rio de Janeiro. Êta cidade maravilhosa! Foi tudo de bom. Deixo aqui o agradecimento sincero aos amigos cariocas que lá estiveram para nos prestigiar. Valeu moçada, valeu Alê!

Cássio agora continua a percorrer as universidades do Brasil onde, como fez na USP, além da leitura dos poemas aos universitários, são travados debates sobre a literatura brasileira, portuguesa e italiana a partir das exposições do tema por Amina Di Munno, que além de tradutora de grandes nomes da nossa literatura como Machado de Assis, Clarice Lispector, Vinícius de Moraes, Chico Buarque e Fernando Pessoa, é também professora de Literatura e Língua Portuguesa na Universidade de Gênova, na Itália.

O mês de agosto está sendo mesmo um mês literário, com a música em apoio.

Mas não me afastei completamente de meus shows, quero lembrá-los que no dia 26/08 estarei, como sempre uma vez por mês, no bar Ó do Borogodó e no dia 01/09 junto-me novamente a Cássio Junqueira para fazermos uma dobradinha em lançamentos: o meu novo cd e este seu novo livro, sendo o show somente para os sócios da Associação dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado.

É isso, fiquem plugados .... vou lhes dando notícias.

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Carmen Queiroz, é cantora de música popular brasileira, paranaense, radicada em São Paulo. Moldada com as influências de grandes intérpretes da MPB e reconhecida como uma das mais belas vozes do cenário musical brasileiro.
Com uma identidade vocal marcada por um timbre ímpar que mescla bom gosto à sofisticação, busca preservar a memória da música popular, mantendo o diálogo entre o tradicional e o contemporâneo.
Ao longo de sua carreira registra cinco trabalhos fonográficos solos (Flor da Paz, Leite Preto, Do meu jeito, Carmen Queiroz canta Cássio Junqueira, Enquanto Eu Fizer Canção) e participações em cds outros. Todos os seus CDs são distribuídos pela Tratore.

carmenqueiroz00@gmail.com






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