Minha Semana. 19.04.2013. Flor da Paz. A Gravação


Com o álbum Flor da paz tudo foi estreia. A estreia em gravação me deixou muito feliz e eufórica. Entrei em estúdio como quem entra na sala de casa, tal a minha certeza de que estava vivendo um momento especial. Nos dias ali transcorridos convivi com instrumentistas renomados, competentes, generosos. O estúdio era o Sonarte que ficava no bairro do Ipiranga aqui em São Paulo, comandado pelos técnicos Martins, Laércio e Sidney. A direção musical e os arranjos, como já tive oportunidade de lhes dizer, foi do inquieto e arretado baiano Vidal França, auxiliado por outro grande baiano, nosso querido João Bá, ambos consideradíssimos dentro do meio musical regional.

Com a maioria dos músicos que participaram da gravação eu continuaria convivendo depois, como Luizinho 7, Gentil do pandeiro, Zezinho Guarani, Dinho do Nascimento, Lúcio França e Oswaldinho do Acordeon, além dos meus já então amigos, os integrantes do grupo Bando Flor do Mato, Fraga, Malê, Mazé, Carminha, Eliezer e Oscar. Muito bom, não é?

Como resultado o disco ficou acústico, clean e suave. Foi pouco divulgado por conta da minha falta de experiência e estrutura, por isso no final deste mês ele estará sendo lançado virtualmente pela distribuidora Tratore e, essas informações todas que tenho passado são para que vocês possam identificá-lo bem.

Mas o melhor mesmo é que tenho comigo, e agora divido com vocês, imagens daqueles momentos: o making of da gravação. É só acessarem a galeria.

Minha Semana. 08.04.2013. Flor da Paz. O Lançamento


Difícil recordar todos os detalhes e o que foram as minhas expectativas com o lançamento do álbum Flor da Paz. Lembro-me, sim, de Vidal França, diretor musical, dizendo que para me acompanhar no show traria uns caras muito bons e que eu iria gostar. E assim aconteceu. Sorte minha, que a partir de então começaria uma longa parceria com dois grandes músicos, hoje muito conhecidos e respeitados no cenário musical, principalmente o do choro instrumental: Zé Barbeiro, um dos nossos grandes violão 7 cordas, e Milton de Mori, um "senhor" bandolinista. Durante os últimos 25 anos cada um de nós seguiu sua trajetória, mas mantendo o vínculo profissional e de amizade, tocando ora comumente, ora esporadicamente.

O lançamento foi num bar chamado Espaço Raisa (veja flyer abaixo) ladeada também por outros músicos igualmente excelentes e conhecidos como Vidal França (violão), Dinho Nascimento (percussão) e Fernando Farias (flauta), sem contar o convidado especial maestro Antonio Fraga, outro grande amigo e mestre.

Foi só felicidade e muita responsabilidade! Deixo aqui meu carinho muito especial a todos eles.
O público presente desde então, em sua maioria, fiel me acompanha até hoje, fruto de um trabalho iniciado com muita paixão, paixão que tinha e tenho pela música, pela arte do canto. Cantar é um dom que reverencio todos os dias em minhas orações.

A música Flor da paz, que dá nome ao cd, é de autoria do grande compositor Vidal França que a compôs em homenagem a uma linda e pequena garota que havia falecido, de nome Flor da Paz. Gosto muito dessa canção, acho que é a faixa mais bonita do álbum.
Ficamos por aqui. Na próxima semana vou lhes contar e mostrar o "making of" da gravação. Aguardem!

Minha Semana. 01.04.2013. Flor da Paz. O Começo


Meu primeiro álbum solo. Era uma experiência nova: deixar o cantar na noite e partir para a gravação, para o registro da voz, buscar mais visibilidade. Era realizar um sonho.

A escolha do repertório foi algo entre o que já cantava e sugestões outras de amigos mais próximos. Na verdade foi o começo que mostraria quem seria Carmen Queiroz. Costumo dizer, e isso se tornou verdade, em todos os meus CDs procuro gravar uma música regional, estilo com o qual convivi durante a infância no interior de São Paulo; o samba, é claro, que sempre ouvi nas reuniões familiares, tornou-se a minha maior referência musical; as canções de sucesso de compositores como Taiguara, Carlos Lira que ouvia na época da minha juventude. Finalmente a opção por canções inéditas, opção que nunca mais abandonei por considerar importante para a identificação da personalidade do artista.

Quando digo que Flor da paz foi o começo, quero na verdade dizer que foi um marco, o despertar da cantora profissional. Nele eu tive que definir exatamente o que gostava, como cantar e como não cantar. Com ele a carreira começou a fazer sentido, a valer a pena!

Ficamos combinados assim: nesse mês de abril eu vou contar e mostrar pra vocês todos os frutos gerados a partir deste álbum como o conhecimento de ótimos músicos, o porque do nome Flor da paz, a direção musical de Vidal França, a participação do Bando Flor do Mato, enfim o que foi o meu “début” - eu começava a participar efetivamente, notadamente do mundo musical paulistano.

Começamos então pela publicação da galeria de fotos do dia do lançamento, de três áudios de um total de dez, clippings da época. Esta sendo muito bom relembrar tudo isso...

Continuamos a nos falar na semana que vem. Até lá

Minha Semana. 08.06.2012. Caminho de Santiago, a peregrinação


Com certeza será difícil esquecer as setas amarelas indicativas, companheiras de caminho... Quando aparecia uma encruzilhada e elas não estavam aparentes, era só girar 45 graus à esquerda ou à direita e lá estava uma delas: no chão, no poste de luz, no muro das casas... você se torna perito em visualizá-las. Chegamos a Santiago de Compostela, depois de nove dias de caminhada, oito albergues peregrinos coletivos, chuvas fininhas, chuvas fortes, sol escaldante, sombras de árvores, som de pássaros, de rios , de galos, barulhos de carros pelas “autopistas” e centenas de saudações de bom dia, bo día, bom caminho, bo camiño...



Descobre-se logo que o objetivo é chegar aos poucos, vencendo cada dezoito, vinte e dois ou vinte e cinco quilômetros/dia em meio a emoções que se alternam entre traquinagem e devoção. O cansaço e as dores desaparecem já na manhã seguinte depois de uma noite dormida pesadamente e você se prepara para reiniciar o caminho renovada. Inexplicável !!!

Para mim, peregrinar pela primeira vez e por caminhos nunca antes percorridos, a sensação que mais marcou foi a de voltar à infância, quando a gente se deixa levar sem resistência, de peito aberto e mente acalmada. A interação com a natureza se dá por completo, você sente ser a grande força vital do cosmo e é ao mesmo tempo só uma pluma. Você é o centro do universo e é só mais um. Sua mente caminha junto com seu corpo, vez ou outra escapa e vai ao passado buscar seus melhores momentos para confrontar com os que esta vivendo e descobre sorrindo que este mundo já foi seu... você apenas o esta recuperando.



Adentramos Compostela em meio a um ataque de risos que chegaram às lágrimas. Ultreya!!! (vencemos!!!), seria alegria exagerada? Nervosismo? Alívio? Missão cumprida? Ainda terei que descobrir....

Enfim, valeu a pena, mas ainda preciso reconstruir mentalmente o trajeto e reter o positivo de tudo. Há muita coisa...Não dá pra retornar ileso.

Continuarei partilhando com vocês. Obrigada aos amigos que caminharam à distância conosco, nos incentivando.... somou muito.

Minha Semana. 15.05.2012. Meu amigo Paulinho Amaral


Nosso amigo Paulinho Amaral se despediu da gente. Mas é como se já viesse se despedindo ao longo desses seis anos quando optou por se manter reservado em seu cantinho, brigando solitário pela vida, tentando curar os males da pressão sempre alta, da gota, do tratamento de hemodiálise...

Paulinho apesar da solidão que se impôs me ligava de vez em quando. Todo ano fazia questão que alguns amigos fossem almoçar com ele para comemorar seu aniversário. Alegremente eu fazia parte desse grupo. Nessas várias ocasiões Paulinho sempre contava risonho como foi que nos conhecemos.

Lembrava então que lá nos tempos do Bom Motivo, mil novecentos e noventa e alguma coisa, ele, um frequentador do bar, eu, uma cantora com um primeiro trabalho em disco. Ele prestigiava e segredava ao dono do bar, Roberto Lapicirella, amigo em comum, que o que queria mesmo era ser amigo da cantora e daquela turma de músicos tão animada que tocava e frequentava o boteco. E aconteceu da forma mais inusitada quando Roberto, sem sua autorização, acrescentou à sua conta um disco meu obrigando-o a comprá-lo. Sem saída, a única coisa que exigiu foi um autógrafo. Nunca mais se esqueceu disso.

E a gente manteve uma amizade tão bonita e sincera. Foi ele quem montou e dirigiu a primeira banda a me acompanhar – dizia que eu tinha que me profissionalizar. Amante da boa música e de um bom gosto musical, sugeriu, tocou e me ensinou para o meu repertório, além de outras tantas, as belas canções “Jamais” (Jacó do Bandolim/Luiz Bittencourt), “Nenhuma lágrima” (Sueli Costa), “Estrada do Sertão” (João Pernambuco/Hermínio Bello de Carvalho), afirmando que eram apropriadas para minha voz. Fizeram realmente a diferença, tanto que vim gravá-las mais tarde nos meus 3º e 4º CDs e foi como se eu o homenageasse (acho que disse isso a ele, não estou bem certa, mas acho que disse sim...).

Um dos mais recentes e melhores presentes que me deu foi sair de seu refúgio depois de tanto tempo sem frequentar atividades sociais e foi me ver no show de lançamento de meu mais recente CD, lá no SESC Pompéia, dizendo que não poderia perder. Esse era o meu amigo Paulo Amaral de muitos e muitos momentos fraternos e demonstrações de carinho.

Agora ele vai cumprir uma nova etapa em sua evolução. A espiritualização que começou por aqui busca o tempo de aceleração. Ele já está sendo mais feliz. Fique em paz meu amigo, você merece.

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Carmen Queiroz, é cantora de música popular brasileira, paranaense, radicada em São Paulo. Moldada com as influências de grandes intérpretes da MPB e reconhecida como uma das mais belas vozes do cenário musical brasileiro.
Com uma identidade vocal marcada por um timbre ímpar que mescla bom gosto à sofisticação, busca preservar a memória da música popular, mantendo o diálogo entre o tradicional e o contemporâneo.
Ao longo de sua carreira registra cinco trabalhos fonográficos solos (Flor da Paz, Leite Preto, Do meu jeito, Carmen Queiroz canta Cássio Junqueira, Enquanto Eu Fizer Canção) e participações em cds outros. Todos os seus CDs são distribuídos pela Tratore.

carmenqueiroz00@gmail.com






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