Minha Semana. 31.05.2013. O show “De tanto amor” em Junqueirópolis


Hoje, deixo de contar sobre as histórias dos meus Cds para partilhar com vocês o show “De tanto amor” que eu, o poeta Cássio Junqueira e o violonista Marcelo Menezes realizamos na Faculdade de Junqueirópolis, na abertura da Semana de Seminários e Estudos. Lindo!!

Empreendemos uma viagem de 647 km pelas estradas rumo ao oeste do estado para chegarmos à pequena Junqueirópolis, cidade do poeta. Foi o tempo de um banho e lá estávamos nós prontos para declamar, cantar e tocar poesia para uma plateia diversificada e atenta de jovens universitários, autoridades, os senhores e senhoras da melhor idade. Perfeito. Foi um entrelaçamento entre textos românticos oferecidos de forma moderna na poesia de Cássio Junqueira, que cativa rapidamente corações que já viveram tais emoções e outros ávidos por experimentar e o lirismo das letras das canções mais antigas que permeiam todas as nossas lembranças, canções interpretadas por mim com o acompanhamento perfeito, suave e integrado de Marcelinho.

Tanta energia boa vindo da plateia só fortaleceu a nossa sintonia em palco. O público adorou e nós ficamos com a felicidade de quem ofereceu o melhor que a arte sempre proporciona.

Obrigado Junqueirópolis, foi bom demais ter estado com vocês!

Minha Semana. 24.05.2013. Leite Preto. Show de Lançamento


Era meu primeiro grande show depois de abraçar com certeza a profissão de cantar. Aconteceu na choperia do SESC Pompéia, em São Paulo, no dia 12 de setembro de 2000. Eu me sentia preparada com uma preocupação despreocupada, com o coração totalmente aberto para toda energia que pudesse recolher. Que bom, só vieram coisas boas. Dividi o palco com outro artista que também lançava seu cd pela CPC-UMES, Eliseu do Rio. Noite de festa alegre, na plateia fui privilegiada com a presença de dois grandes ícones da música popular brasileira, Beth Carvalho e Nelson Sargento que seguiriam minha carreira me dispensando o mesmo carinho que naquele show.

Além dos ótimos instrumentistas que me acompanharam, tive a participação muito especial do grupo Quinteto em Branco e Preto que na oportunidade já mostrava ao que vinha. Os meninos de marfim e ônix vieram pra ficar, tanto é assim que hoje são responsáveis pela continuação do samba de raiz em São Paulo, quiçá no Brasil, tal o número de grupos formados a partir da sua fórmula.

E vamos aprendendo: músico que grava, nem sempre é o que participa dos shows do disco. Difícil realizar isso sem cobranças de ambos os lados. O que se aprende é que ninguém pode esperar se compromissar 'ad eternum' com alguém musicalmente. Quem faz da música uma arte, tem que saber que alguns levantam voos mais altos, mais distantes, seguindo caminhos diferentes. Deixemos ir, a música precisa ser renovada, sempre.

Show, principalmente o de lançamento é o momento em que você está por inteiro, é o aqui e agora, é o aqui eu estou e me dedico a vocês. Assim estava eu, e lá estavam os amigos me dando a grande força, os ouvidos atentos e os olhos curiosos de quem me via e me ouvia pela primeira vez. Acho que agradei, Leite Preto é até hoje um dos meus cds mais vendidos.

Minha Semana. 10.05.2013. Leite Preto. O que significa Leite Preto?


Pois é, a gravação do cd foi finalizada. Os passos seguintes seriam: ordenação de faixas, capa e a escolha do nome. Fiz enquetes entre amigos por dois dias seguidos e nada, ninguém conseguia pensar num nome que tivesse aprovação unânime. Alguém então disse, o disco é seu, você escolhe o nome. E aí havia a música Leite Preto de Roberto de Oliveira e Benê Zambonetti, música que fizeram especialmente para mim, pra eu gravar e lembrar a história de meus ancestrais todas as vezes que a cantar... Não tinha o que pensar, meu novo cd se chamaria Leite Preto, não havia outro título.

Título forte, arrebatador, interrogativo: mas o que significa Leite Preto? R: É o leite branco da ama de leite preta, história de um Brasil que desde a escravidão já tinha se misturado às entranhas negras, lembranças poetizadas, sem revanche de uma escravidão que marcou. Esta é a minha sensação quando canto a minha canção.

Mas todas as canções foram importantes e cada uma delas teve a sua razão de estar no cd. “Pagar pra ver” de Edmundo Souto, Fernando de Lima e Paulinho Tapajós e “Emoção Sincera”, de Sombra, me foram gentilmente cedidas por Beth Carvalho de seu acervo de canções recebidas e não gravadas. Lindas!! “Canto do meu viver”, outra inédita enviada pelo admirado compositor Délcio Carvalho, dele e de D. Ivone Lara que só viria a gravá-la depois de mim. “Realidade” de Ibys Maceioh e Pedro Paulo Zavagli, foi um grande sucesso meu nas noites da saudosa Choperia Bom Motivo. O público a apelidou de "Mundana" e pedia sempre para eu interpretar. Não poderia ficar ausente desse cd, até por conta de ser um registro daqueles mágicos momentos.

Alma Morena, de Juarez Rodrigues Leite, um samba lindíssimo que me foi dado por este grande amigo, entregue pelas mãos de suas filhas Zaira e Rosana Leite que me ensinaram a melodia. A felicidade de Juarez por eu ter gravado sua música me comove muito. Até hoje ele nos agradece, a mim e ao Edmilson Capelupi que fez o arranjo. Na verdade, eu é que me sinto eternamente grata pela divulgação e pelo carinho que ele trata o meu trabalho. Te admiro e te respeito muito, Juarez, muitos beijos e abraços pra você.

Eu discorreria aqui sobre tantos outros porquês e situações que me levaram ao repertório de Leite Preto, mas o que quero mostrar mesmo é que esse cd foi pensado, arranjado, gravado com o maior dos carinhos, sempre imaginando o que seria melhor para os ouvintes.

Minha Semana. 03.05.2013. Leite Preto. O Começo


Já faz algum tempo mas todos os fatos, as lembranças, os momentos que marcaram minha vivência voltada para o cd Leite Preto estão muito presentes, passam como um filme. Minha carreira profissional começou efetivamente ali, com as expectativas, a espera, a gravação e os shows que se seguiram pós-lançamento.

Leite Preto nasceria do sucesso da turnê do show Enquanto eu fizer canção que percorreu teatros e bares de São Paulo, provocando, assim, o convite da gravadora CPC-UMES para eu entrar em estudio e iniciar meu segundo trabalho fonográfico, depois de exatos 10 anos da primeira gravação. Do show também veio a base do repertório escolhido como as faixas De volta ao samba, Canto das 3 raças e Cidade Bruxa.

E Leite Preto estava predestinado à aceitação do público e consequente sucesso. Primeiro pelo competente grupo reunido, desde os técnicos Carlos Guedes e Sergio Jovine,da assistente de produção Cidinha Zanon, dos músicos da mais gabaritada qualidade e do talentoso e dedicado diretor musical e arranjador Edmilson Capelupi, com quem, para minha sorte, formaria uma longa e feliz parceria, marcando toda a diferença em minha carreira. Mas isso merece um capítulo à parte.

Por hora ficamos com as imagens daqueles dias de gravação no Estudio Spalla (nov 1999 a fev 2000) sob a direção artística e de produção de Marcus Vinícius de Andrade. Essas imagens do making-of da gravação compõem a galeria Estudio Spalla que acompanha o presente texto.

Vou ter muitas coisas pra compartilhar com vocês. Me aguardem!

Minha Semana. 26.04.2013. Flor da Paz. O Show


Estamos finalizando a história do meu primeiro álbum, o Flor da Paz. Não que com isso não possamos retomar o assunto. Sabe como é, história puxa história ….. e de repente, posso estar por aqui contando mais coisas sobre ele.

Vale dizer que na época em que trabalhei o disco, fiz alguns programas de rádio (Cultura, USP) e TV e devo ter algum material sobre isto também. Vou procurar pra mostrar.

Mas desta vez vim falar sobre um único show baseado no Flor da paz e que foi registrado em fotos. Participei de um projeto chamado Quarta Musical Itaú Metro, e o show aconteceu no espaço do metrô São Bento. Trabalho gostoso de se fazer para um público que transitando em seu horário de almoço ao se interessar pelo som, parava para nos ouvir.

Neste show, além dos meus já super citados músicos e amigos Zé Barbeiro, Milton de Mori, Dinho Nascimento e Vidal França tive a grata presença da grande Maria Martha. É, e a gente fica pensando que a vida não nos proporciona ótimos momentos… Este certamente foi um deles.

Quero reforçar que o Flor da Paz vem vindo aí num lançamento digital pela Tratore e deverá estar disponível na UOL, Itunes, Americanas etc.

Nos próximos dois meses que se seguem, a gente começa a contar sobre meu segundo album, o Leite Preto.

Até lá….

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Carmen Queiroz, é cantora de música popular brasileira, paranaense, radicada em São Paulo. Moldada com as influências de grandes intérpretes da MPB e reconhecida como uma das mais belas vozes do cenário musical brasileiro.
Com uma identidade vocal marcada por um timbre ímpar que mescla bom gosto à sofisticação, busca preservar a memória da música popular, mantendo o diálogo entre o tradicional e o contemporâneo.
Ao longo de sua carreira registra cinco trabalhos fonográficos solos (Flor da Paz, Leite Preto, Do meu jeito, Carmen Queiroz canta Cássio Junqueira, Enquanto Eu Fizer Canção) e participações em cds outros. Todos os seus CDs são distribuídos pela Tratore.

carmenqueiroz00@gmail.com






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